sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O Pouco, O Nada

O universo ao meu redor está pesado, está monótono, e tenho sede do novo, pegar o violão e tocar o que nunca ninguém tocou, pegar o papel e compor o que nunca ninguém compôs, pegar o microfone e berrar minha dor para o mundo ouvir, para o mundo sorrir.
Cansei de dar voltas em torno de mim mesmo, e estes meus sonhos que você não crê? Pra que servem? Pra que?
O mundo é uma bela máquina trituradora e devastadora, o mundo sufoca o que nós temos de melhor, onde está a música que preciso pra sobreviver?
Hoje sou novo pra ganhar os palcos e brilhar, porem velho pra estar parado, é cedo ainda pra ter minha casa, meu carro, mas é tão tarde e preciso de um trabalho.
Quer saber? Dane-se o mundo, só quero voltar a viver, pois, há muito que não sei o que é mesmo “viver”.



Felipe Oliveira


É cedo tão tarde
Minha garganta arde
minha voz sufocada
pede passagem
e não tem
e não veem
não veem nada além do nariz
ser feliz é mesmo complicado
o que levo ao meu lado
o que levo comigo
é tão pouco
é quase nada
mas é tudo
eu juro
é tudo, amigo.


Felipe Oliveira

Nenhum comentário:

Postar um comentário