segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A Taça de Sangue

Vou ser aquilo que não sou pra ver a cara pasma que de quem só quis meu mal, vou ser o amargo que prometo, mas não faço, vou ser o vazio que já sou mas que escondo, vou ser a rebeldia e vou gargalhar feliz e vingativo, seja pra ela ou pra você ou pra qualquer outro ser que ousar reprimir e sufocar o meu ser intuitivo.

Se o que sou não basta, darei um basta no que sou pra te torturar até sua morte lenta, vou te torturar com minhas canções que saem da alma, alma leve que se fará pesada, tanto quanto o nada da sua escuridão que se nega a felicidade e nega acreditar na felicidade vizinha, vou te olhar com dó e compaixão e vou ser a trilha pra sua mais doce agonia e quando for dia vou te olhar morta em seu egoísmo e vou gargalhar como um capeta que te queima e ainda mais te queimará. O meu olhar penetrará a sua entranha podre.

Vou te dar o meu braço pra você chorar e quando me rogar consolo vou te desprezar e lembrará de tudo o que me fez passar, porque a batalha é ganha pra quem está predestinado a ganhar e neste seu jogo sujo você se sujará, vai bater na minha porta, já quase morta e estarei pronto pra te dar a punhalada no escuro e com teu sangue pintar meu muro pra ter a certeza de que ali você vai sempre voltar.

Brindemos! E que vença o melhor.

Felipe Oliveira

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